O Seguro Viagem cobre atendimentos médicos de urgência e emergência durante sua viagem. Além disso, as seguradoras oferecem outras garantias para os segurados, como por exemplo a indenização no caso de extravio de bagagem, repatriação do corpo em caso de morte e os custos com o funeral.
Coberturas mais aplicadas no mercado:
Despesas médicas, hospitalares e/ou odontológicas (DMHO)
- Cobre as despesas médicas, hospitalares e/ou odontológicas em casos de acidente pessoal ou enfermidade grave ocorrida durante a viagem.
Regresso Sanitário
- Em caso de acidente pessoal ou enfermidade que precise de condições especiais para o segurado retornar para o seu local de origem, a cobertura arcará com as despesas do translado de regresso.
Traslado médico
- Garante a proteção ao segurado em casos de acidentes. O Traslado Médico vai garantir a indenização das despesas para fazer a transferência ou remoção até o hospital/clínica mais próximo.
Traslado do corpo
- Cobre, caso de óbito do viajante, a indenização das despesas e para liberar e transportar o corpo do local onde ocorreu o falecimento até o de sepultamento.
Invalidez Permanente Parcial ou Total
- Cobre o pagamento de indenização caso ocorra perda ou redução funcional definitiva, parcial ou total de determinados órgãos ou membros.
O que realmente importa na comparação: o limite de DMHO
Quase toda comparação de seguro viagem começa e termina no preço, quando o número que decide o desfecho é outro: o limite de despesas médicas, hospitalares e odontológicas.
É esse valor que determina até quanto a seguradora paga por um atendimento no exterior — e a diferença entre um limite baixo e um adequado só aparece no pior momento possível. Uma internação com procedimento em país de custo médico elevado consome limites modestos rapidamente, e o excedente fica com o viajante.
Vale entender também a mecânica do pagamento. Parte dos produtos opera por reembolso: o viajante paga e pede de volta depois, com documentação. Outros oferecem atendimento direto em rede credenciada, sem desembolso. Para quem viaja sem folga de caixa ou com cartão de limite baixo, essa diferença pesa mais que alguns reais no prêmio.
Europa e a exigência do Tratado de Schengen
Para entrar no espaço Schengen, a exigência de seguro com cobertura médica mínima de 30 mil euros, válida para todo o território e para todo o período da estadia, é requisito documental — não recomendação.
Dois detalhes derrubam viajantes: a apólice precisa cobrir repatriação sanitária e traslado de corpo, e as datas de vigência devem englobar toda a permanência, com folga para eventuais alterações de voo. Contratar exatamente para as datas do bilhete e depois remarcar o retorno é como se cria uma janela descoberta.
O que costuma ficar de fora
- Condições e doenças preexistentes, salvo cobertura específica contratada — e essa é a exclusão que mais gera negativa.
- Gravidez a partir de determinada semana, com limite que varia entre produtos.
- Esportes de aventura e alto risco — mergulho, esqui, montanhismo, moto — sem contratação de cobertura adicional.
- Eventos decorrentes de uso de álcool ou substâncias.
- Tratamentos eletivos, estéticos e check-ups.
- Viagem com finalidade de tratamento médico no destino.
- Destinos sob alerta oficial ou em situação de conflito.
- Trabalho manual ou atividade laboral não declarada, quando o produto é de lazer.
Viagem a lazer e viagem corporativa não são o mesmo risco
Empresas que mandam pessoas a trabalho frequentemente usam produtos de lazer, e a diferença aparece justamente quando é acionado.
Viagem corporativa costuma envolver frequência maior, múltiplos viajantes, deslocamentos recorrentes e, sobretudo, atividade profissional no destino — que alguns produtos de lazer excluem expressamente. Apólices anuais multiviagem, com cobertura declarada para atividade laboral, costumam resolver melhor e sair mais barato que contratar avulso a cada deslocamento.
Há ainda a exposição de bagagem e equipamentos de trabalho levados em viagem, que raramente é adequadamente coberta pelo limite padrão de bagagem.
Cartão de crédito não costuma bastar
Muitos viajantes contam com a cobertura embutida no cartão. Vale conferir três pontos antes de confiar nela: se o limite de DMHO atende ao destino e à exigência de Schengen quando aplicável, se a cobertura exige compra da passagem com aquele cartão para ser válida, e se o atendimento é direto ou por reembolso.
Não é que a cobertura do cartão não sirva — é que ela precisa ser lida como qualquer outra apólice, e frequentemente não é.
Para uma estimativa antes de contratar, veja o simulador de seguro viagem e o artigo sobre quanto custa um seguro viagem.
A quem se destina
Todas as pessoas que estão prestes a viajar de férias ou a trabalho e que queiram tranquilidade no caso de emergências médicas, odontológicas e hospitalares. Além disso cobre o translado do corpo em caso de doença ou falecimento.
Quanto custa
O valor varia conforme o perfil de risco, as coberturas e o limite contratado — não existe tabela única. A cotação é gratuita e sem compromisso. Para uma ordem de grandeza, use a nossa estimativa de seguro viagem.