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Corretora registrada na SUSEP 212130733

NeuCorr Seguros

Responsabilidade Civil

Seguro de Responsabilidade Civil Profissional Fisioterapeutas

O Seguro de Responsabilidade Civil para Fisioterapeutas tem a finalidade garantir o patrimônio e a imagem dos Fisioterapeutas e Clínicas no caso de ações judiciais movidas pelos seus pacientes ou representantes.

O Seguro de Responsabilidade Civil para Profissionais Fisioterapeutas é uma modalidade de seguro que visa garantir a tranquilidade e proteção para Fisioterapeutas em decorrência de reclamação feita por um terceiro sobre seus serviços, que podem gerar uma ação judicial de indenização.

O seguro de responsabilidade civil cobre danos resultantes de lesões corporais, morais e materiais causados a terceiros, desde que sejam involuntários e acidentes e se mantenham no limite máximo da importância segurada.

Principais Coberturas

Principais coberturas:

Coberturas Básicas

Custos de Defesa

Paga honorários advocatícios, laudos periciais, depósitos recursais, sucumbência e demais despesas de defesa nas esferas cível, administrativa e criminal, inclusive em processo ético no CREFITO. Em disputas de fisioterapia, a perícia costuma avaliar a adequação da conduta ao quadro clínico registrado.

Acordo Judicial ou Extrajudicial

Havendo caminho para encerrar o litígio por acordo judicial ou extrajudicial, a seguradora paga diretamente ao reclamante, até o limite contratado e com anuência prévia.

Condenação Judicial

Condenação transitada em julgado ou decisão arbitral final aciona o pagamento das indenizações por dano material e moral até o limite contratado. Em lesões que agravam quadro preexistente, a discussão sobre nexo causal costuma ser o centro do processo.

Ressarcimentos

Permite acionar a apólice diante de fato capaz de gerar reclamação futura, antes de existir ação ou reclamação formal — uma piora relatada pelo paciente após determinada sessão, por exemplo.

Coberturas Adicionais

Danos à Reputação

Cobre assessoria de imprensa e recuperação de imagem quando a atuação profissional é publicamente questionada, situação sensível para quem capta pacientes por indicação e redes sociais.

Custos Emergenciais

Reembolsa gastos urgentes voltados a reduzir os efeitos de um sinistro sem tempo de comunicação prévia — como encaminhamento imediato para avaliação médica diante de uma intercorrência durante o atendimento.

Calúnia, Injúria e Difamação

Cobre defesa e eventual indenização por calúnia, injúria ou difamação involuntárias no exercício profissional, inclusive em manifestações sobre tratamento conduzido anteriormente por outro profissional.

Pagamentos Suplementares

Paga as despesas de comparecimento a audiências e perícias durante a regulação do sinistro, com o custo adicional de bloquear horários de atendimento já agendados.

Honorários Retidos

Cobre o prejuízo quando o paciente se recusa a pagar alegando dano, ou quando o profissional abre mão dos honorários para encerrar o conflito — comum em pacotes de sessões interrompidos.

Omissão de Socorro

Cobre as despesas de defesa em acusação de omissão de socorro, nos termos do Código Penal, quando exclusivamente relacionada à prestação do serviço profissional.

Coberturas Especiais

Infecção Hospitalar

Cobre defesa e eventual condenação em demanda por infecção relacionada à assistência, nos termos das definições da ANVISA, contraída por paciente sob responsabilidade do segurado — hipótese associada sobretudo à atuação hospitalar e a técnicas invasivas.

Chefe de Equipe ou Diretor Médico

Estende a cobertura às reclamações dirigidas ao segurado na condição de responsável técnico ou coordenador de equipe, ainda que o ato tenha sido praticado por outro profissional sob sua supervisão.

Cobertura Extensiva para a Pessoa Jurídica

Estende a proteção à pessoa jurídica constituída para o exercício da atividade quando a reclamação decorre de ato praticado pelo próprio segurado. Não substitui a apólice da clínica para falhas do serviço prestado pelo estabelecimento.

A exposição do fisioterapeuta é própria

A responsabilidade do fisioterapeuta costuma ser subestimada porque a atividade raramente é invasiva. Mas o contato é físico, prolongado e repetido — e é justamente essa combinação que gera reclamação.

Lesão durante mobilização ou manipulação. Manobra aplicada com intensidade inadequada, em paciente com condição não identificada, é a queixa mais característica do ramo — agravamento de hérnia, lesão muscular, fratura em paciente osteoporótico.

Queda durante o atendimento. Paciente com mobilidade reduzida que cai da maca, do aparelho ou durante treino de marcha. Aqui a discussão migra rapidamente do ato técnico para a estrutura e a supervisão.

Eletroterapia e recursos físicos. Queimadura por equipamento mal calibrado ou mal aplicado — ultrassom, ondas curtas, laser, crioterapia — é sinistro recorrente e de prova relativamente simples para o paciente.

Progressão inadequada de carga. Retorno precoce à atividade, com nova lesão, frequentemente discutido como falha de conduta na condução do tratamento.

Dry needling e técnicas invasivas. Procedimentos que perfuram a pele elevam a exposição e exigem verificar se estão no escopo declarado da apólice e dentro da habilitação registrada no conselho.

Fisioterapia estética e dermatofuncional. Como em outras áreas, procedimentos com finalidade estética tendem a ser tratados pelo entendimento predominante como obrigação próxima de resultado, e não de meio — o que altera o que precisa ser demonstrado quando o paciente se diz insatisfeito.

Atendimento domiciliar. Fora da clínica, o profissional atua em ambiente que não controla, sem equipamento próprio e sem testemunhas. Vale confirmar se a apólice cobre atendimento fora do consultório.

Obrigação de meio, e o que isso exige na prática

Na fisioterapia com finalidade terapêutica, prevalece o entendimento de que a obrigação é de meio: o profissional se compromete com técnica adequada e diligência, não com um desfecho específico. Como profissional liberal, responde mediante verificação de culpa, conforme o artigo 14, parágrafo 4º, do Código de Defesa do Consumidor.

Isso parece favorável — e é —, mas tem uma contrapartida: demonstrar que a conduta foi adequada depende de registro. Avaliação inicial documentada, definição de objetivos, evolução sessão a sessão, ajustes de conduta e intercorrências anotadas são o que sustenta a defesa numa discussão que surge meses ou anos depois.

Prontuário lacunoso transforma uma obrigação de meio em disputa sobre memória — e nessa disputa o profissional raramente leva vantagem.

O que costuma ficar de fora

  • Atos dolosos e infrações intencionais.
  • Procedimentos fora da habilitação registrada no conselho profissional.
  • Multas e sanções administrativas do conselho ou da vigilância sanitária.
  • Garantia de resultado prometida por escrito, inclusive em publicidade.
  • Fatos anteriores à data retroativa e reclamações já conhecidas na contratação.
  • Vazamento de dados de pacientes — assunto do seguro de riscos cibernéticos.

Data retroativa e clínica própria

As apólices de RC costumam responder pelas reclamações apresentadas na vigência, não pelos atendimentos realizados nela. A data retroativa define até quando no passado os atendimentos são aceitos como fato gerador, e o prazo complementar de notificação permite avisar depois do fim da vigência. Nas relações de consumo, o artigo 27 do Código de Defesa do Consumidor prevê cinco anos contados do conhecimento do dano — não da data da sessão.

Vale ainda a distinção que atinge quem tem clínica: a apólice individual protege o profissional; a pessoa jurídica responde por regime próprio, de forma objetiva pelo defeito do serviço, nos termos do caput do artigo 14 do CDC. Como a ação costuma ser dirigida a quem tem patrimônio, o consultório fica exposto justamente onde se imaginava coberto — tema tratado no artigo sobre responsabilidade civil de clínicas e hospitais.

A quem se destina

Fisioterapeutas que queiram garantir seu patrimônio e sua imagem no caso de ações judiciais movidas pelos seus pacientes ou representantes.

Quanto custa

O valor varia conforme o perfil de risco, as coberturas e o limite contratado — não existe tabela única. A cotação é gratuita e sem compromisso.

Perguntas frequentes

Tudo o que você precisa saber

Quais esferas estão cobertas no Seguro de Responsabilidade Civil para Profissionais Fisioterapeutas?

Algumas seguradoras somente cobrem na esfera civil, enquanto outras seguradoras cobrem tanto na esfera civil quanto nas esferas administrativa e criminal.

Qual o valor do Seguro de Responsabilidade Civil Fisioterapeutas?

É variável conforme os riscos da profissão. As seguradoras irão analisar a área de atuação (hospitais, clínicas, etc), o histórico de reclamações feitas por pacientes ou seus representantes, etc.

Quais são os sinistros mais comuns na fisioterapia?

Os mais característicos envolvem lesão durante mobilização ou manipulação — agravamento de hérnia, lesão muscular, fratura em paciente com fragilidade óssea não identificada —, queda do paciente durante o atendimento, e queimadura por eletroterapia mal aplicada ou equipamento descalibrado. Progressão inadequada de carga, com nova lesão no retorno à atividade, também aparece com frequência. Nenhum deles é invasivo, e todos podem gerar reclamação de valor relevante.

O seguro cobre atendimento domiciliar (home care)?

Depende do escopo declarado na apólice. O atendimento fora da clínica muda o risco de forma significativa: o profissional atua em ambiente que não controla, muitas vezes sem equipamento próprio e sem testemunhas. Vale confirmar expressamente se a cobertura alcança atendimento domiciliar, hospitalar ou em academia, porque algumas propostas delimitam a proteção ao endereço do consultório.

Fisioterapia estética e dermatofuncional têm tratamento diferente?

Sim, e a diferença é relevante. Em procedimentos com finalidade terapêutica prevalece o entendimento de que a obrigação é de meio — técnica adequada e diligência, sem promessa de desfecho. Já em procedimentos com finalidade predominantemente estética, o entendimento predominante os aproxima de obrigação de resultado, o que altera o que precisa ser demonstrado quando o paciente se diz insatisfeito. Quem atua nessa frente deve verificar se a atividade está declarada e como o clausulado a trata.

Dry needling e técnicas invasivas estão cobertos?

Procedimentos que perfuram a pele elevam a exposição e precisam estar dentro da habilitação registrada no conselho e no escopo declarado da apólice. A cobertura não é automática: atividade exercida fora da habilitação profissional costuma figurar entre as exclusões. Antes de incorporar a técnica à prática, vale confirmar com a corretora se a apólice vigente a contempla.

Quem tem clínica própria precisa de outra apólice?

Em regra, sim. A apólice de RC profissional é emitida em nome do profissional e responde por reclamações dirigidas a ele. A clínica constituída como pessoa jurídica responde por regime distinto: como fornecedora de serviços, de forma objetiva pelo defeito do serviço prestado, nos termos do caput do artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor. Como a ação costuma ser dirigida a quem tem patrimônio, o consultório fica exposto justamente onde se imaginava protegido.

Por quanto tempo o paciente pode reclamar?

Nas relações de consumo, o artigo 27 do Código de Defesa do Consumidor prevê cinco anos para a pretensão de reparação por fato do serviço, contados do conhecimento do dano e de sua autoria — e não da data da sessão. Como as apólices costumam ser emitidas à base de reclamações, isso torna a data retroativa o parâmetro mais importante do contrato: ela define até quando no passado os atendimentos são aceitos como fato gerador.

É possível contratar o Seguro de Responsabilidade Civil Fisioterapeutas retroativo?

Sim, é possível contratar o Seguro de Responsabilidade Civil Fisioterapeutas de forma retroativa para casos únicos e exclusivos em que o segurado não tenha conhecimento de nenhum fato que possa originar uma reclamação. Vale a pena ressaltar que cada seguradora tem a sua política de aceitação e somente poucas seguradoras aceitam o seguro de forma retroativa.

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